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Diversas figuras do imaginário popular representam e buscam explicar a sorte. Veja algumas superstições, simpatias e objectos: Coceira na mão: Se a palma da mão coçar, é sinal que vem vindo dinheiro. Mas se a palma da mão direita é que estiver coçando, uma visita desconhecida está para aparecer. Coceira na sola do pé significa viagem ao exterior. Elefantes: Ter um elefante de enfeite, sobre um móvel qualquer, sempre com a tromba erguida mas de costas para a porta de entrada, evita a faltade dinheiro. Outra figura que garante carteira cheia é o Buda. Ele deve ficar em cima da geladeira, sobre um prato cheio de moedas. Orelha quente: Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua. Objetos perdidos: A maneira mais eficiente de encontrar algo quedesapareceu é dar tres pulinhos para São Longuinho. Gato preto: Na idade média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando. Espelho quebrado: Quebrou um espelho? A superstição prega que serão seteanos de má sorte. Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior. Significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar tambem num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo que você. Guarda-chuva: Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho. Segundo uma tradição, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas aos familiares. Aranhas: Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor. Brinde: Se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, no brinde com ninguém cujo copo contenha bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tintim, a ter seus desejos invertidos. Vassoura: Colocar uma vassoura com o cabo para baixo atrás da porta faz as visitas indesejáveis irem embora logo. A vassoura deve ser guardada na posição vertical para evitar desgraças. Crianças que montarem em vassouras serão infelizes. Mais uma: varrer a casa à noite expulsa a tranquilidade. Velas, lâmpadas e cigarros: Três velas ou três lâmpadas acesas num mesmo quarto podem ser prenúncio de morte. Acender três cigarros com um mesmo palito de fósforo também significa perigo. Trata-se de uma tradição de guerra. O primeiro cigarro aceso mostra o alvo ao inimigo, que mira no segundo e atira no terceiro. Bons desejos: Na hora de acordar, abra os dois olhos ao mesmo tempo para ver tudo com clareza e não ser enganado por ninguém. Ao levantar, procure dar o primeiro passo com o pé direito para atrair boa sorte e felicidade. Faça um desejo ao cortar a primeira fatia de seu bolo de aniversário. Ponha um caroço de melancia na testa e, antes que ele caia, faça um desejo. Jogue uma moeda numa fonte. Só faça um desejo quando a água parar de se movimentar e você enxergar o seu reflexo. Os gregos atiravam moedas em seus poços para que estes nunca secassem. Faca um desejo ao usar um sapato novo pela primeira vez. Se você colocar a meia do avesso, não se preocupe: sinal de que uma boa notícia está para chegar. Enquanto você estiver cruzando uma pequena ponte, prenda a respiração e faça um desejo.
Qual a diferença entre amuleto, talismã e patuá? O amuleto é um objecto que oferece protecção mágica, usado para afastar as más influências. Desde dentes de animais até pedras preciosas podem ser amuletos. Já o talismã, além de proteger, tem um poder mágico que favorece a realização de inúmeros desejos. O patuá, um amuleto inventado pelos índios do Brasil, ainda é usado no Nordeste. É como um saquinho, feito de pano ou couro, pendurado numa corrente. Nele se guardam orações, ervas, pedras. Por que se bate na madeira para afugentar o azar? Esse costume começou há cerca de 4 mil anos entre os índios da América do Norte; eles perceberam que, apesar de sua imponência, o carvalho era a árvore mais atingida pelos raios. Concluíram, portanto, que o carvalho era a morada dos deuses na Terra. Toda vez que se sentiam culpados de alguma coisa, batiam no tronco da árvore para chamar as divindades e pedir perdão. Desde quando a ferradura e o trevo de quatro folhas são símbolos de sorte?
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Superstições 



